Fundado em 23 de abril de 2014 em Brasília/DF, o Jongo do Cerrado é um grupo dedicado ao estudo e à prática do jongo, idealizado por Apoena Machado Cunha. Desde sua origem, o grupo surgiu como uma vontade de descobrir jongueiros na região do Distrito Federal e de reunir pessoas interessadas em aprofundar a riqueza cultural do jongo. Com o passar do tempo e da imersão em pesquisas sobre a manifestação, o grupo cresceu e passou a vivenciar essa cultura de forma mais intensa, resultando na realização de oficinas que apresentassem o jongo à comunidade do Centro-Oeste.

As primeiras oficinas ocorreram na Vila Telebrasília, no quintal do músico Dudu Oliveira, fundador do Projeto Waldir Azevedo. Durante mais de um ano, toda quarta-feira, das 20h às 22h, Apoena Machado, Francisco Lopes e outros jongueiros transformaram aquele espaço em um verdadeiro terreiro de aprendizado e troca cultural. 

Atualmente, o Jongo do Cerrado é um grupo que busca conhecer a história do jongo e sua importância como manifestação cultural de resistência durante o período da escravidão. Os integrantes estão comprometidos em aprender sobre os toques, os pontos, as danças e a herança cultural relacionadas a essa prática. O grupo também se dedica a visitar comunidades jongueiras tradicionais do sudeste brasileiro, ao mesmo tempo em que interage com novas comunidades, formando o que chamam de “Jongueiros Novos”.

A diversidade de seus integrantes e suas vivências únicas resultaram na criação de novos pontos que falam sobre a beleza do cerrado, as águas doces e a rica fauna da região. O Jongo do Cerrado desenvolveu, assim, uma identidade própria, ampliando seu repertório cultural além dos pontos tradicionais.

O objetivo do grupo nunca foi apenas ser uma “apresentação” do jongo; o foco sempre foi o cultivo do sentimento de pertencimento e a valorização da cultura de matriz africana. O jongo, que tem suas origens na região do Congo-Angola e chegou ao Brasil por meio dos africanos trazidos como escravizados, é uma manifestação rica que envolve dança, canto e percussão. O Jongo do Cerrado tem como pilar a disseminação da cultura afro-brasileira, mostrando a importância desse legado na construção da história do Brasil.

Com a proposta de reunir pessoas interessadas no desenvolvimento da cultura do jongo no Distrito Federal e nas regiões vizinhas, o Jongo do Cerrado se consolidou como um espaço de aprendizado, troca e valorização das tradições afro-brasileiras, reforçando a relevância dessa manifestação cultural nas comunidades contemporâneas.

 

Serviço: Jongo do Cerrado