A Orquestra Alada Trovão da Mata surgiu em 2013 com a missão de trazer e celebrar a figura do Calango Voador, o grande homenageado do Festival Brasília de Cultura Popular. No início, para compor a Orquestra, eram convidados circenses, artistas musicais e brincantes de vários grupos culturais de Brasília. Inspirada na Folia de Reis, a Orquestra visitava várias cidades do DF com seu cortejo e o estandarte do Calango Voador, anunciando a proximidade da chegada dessa fantástica figura.
Com grande reconhecimento e um interesse crescente das pessoas em fazer parte da brincadeira, além dos convites de vários outros eventos, a Orquestra cresceu, ganhou protagonismo e se consolidou como um tradicional e genuíno grupo de cultura popular candango. Atualmente se apresenta o ano inteiro, com grande destaque no carnaval, levando e cortejando as figuras sagradas do Mito do Calango Voador pelas ruas da cidade de Brasília.
Apesar de Brasília proporcionar espaços amplos, verdes e abertos, são poucas as manifestações culturais que se atrevem a direcionar seu fazer para a rua, para esses espaços. A Orquestra Alada Trovão da Mata, então, assume esse propósito, de tomar os espaços da cidade, suas ruas, seus becos e suas quadras. Com um ritmo próprio, o Samba Pisado, brincando com as modernas figuras do Mito do Calango Voador, a Orquestra contribui, de forma direta, na ocupação dos espaços públicos, aproximando espectadores de todas as idades, classes, gêneros e lugares para assistir a seu inovador cortejo e se encantar com seu batuque.
Os cortejos trazem em sua arte a diversidade e o experimento. Sua brincadeira tomou novos enredos à medida que o grupo foi se apresentando. Assim, começou a buscar diferentes formatos, sempre na intenção de criar em suas apresentações uma experiência lúdica, musical e visual para o público, enaltecendo o sentimento de pertencimento das pessoas e a identidade cultural da Cidade.
Em sua trajetória, a Orquestra Alada já se apresentou no Carnaval do CCBB, Setor Carnavalesco Sul, Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros (GO), Festival de Fanfarras HONK, Mercado Sul. Em 2020, se apresentou no carnaval de Brasília promovendo um inesquecível encontro com o Bloco Calango Careta, no espaço Cultural Renato Russo 508 sul, em homenagem ao poeta TT Catalão. Em 2021, durante o período pandêmico, lançou virtualmente o Manifesto Cerratense – A Revolta Mateira, com convidades como Ailton Krenak, Ialorixá Mãe Baiana de Oyá e Vladimir Carvalho versando sobre a temática do cerrado e a urgência de sua preservação.
Em 2022 e 2023, a Orquestra retomou seus cortejos e executou o seu projeto de Manutenção de grupo, apoiado pelo FAC-DF, oferecendo ao Cerrado, a Brasília e à comunidade um inédito espetáculo “As Feiticeiras do Cerrado e a Onça Pintada de Sol” , além de músicas, catálogo visual de suas figuras, oficinas e sei-lá-mais-o-quê. Atualmente, a Orquestra Alada segue fazendo aparições misteriosas e encantadas pelas ruas de Brasília.




